A postura da equipe pedagógica em relação ao corpo docente,
aos alunos e a comunidade escolar
É comum a leitura de análises sobre as práticas dos
professores em sala de aula, as atividades e projetos elaborados, assim como a
atenção aos alunos enquanto aprendizes. Mas quando pensamos na equipe
pedagógica (diretores, coordenadores e pedagogos), quem proporciona a
capacitação e a reciclagem desses profissionais? Será que a escola se preocupa
em ouvir as famílias e os alunos para compreender o que eles pensam sobre seus
gestores?
A equipe pedagógica de uma escola tem dentre algumas
funções, a de acompanhar o planejamento dos professores; direcionar suas
pesquisas; e contribuir com sua formação continuada para que os docentes possam
inovar suas atividades e tomar consciência de suas posturas enquanto
profissionais. No entanto, a equipe precisa ter o conhecimento necessário para
mediar esse percurso.
O professor enfrenta diversos obstáculos, cobranças,
extremidades com notas, faltas, explicações que os alunos solicitam e ele não
sabe ao certo a resposta, dentre outras questões. Onde está a equipe pedagógica
para orientar este professor? É extremamente necessário chamá-lo para a
construção de um caminho adequado para sua prática ou um meio para amenizar as
dificuldades enfrentadas.
O que acontece é que o educador não procura a equipe
pedagógica (com “formação” para orientação), ou seja, em alguns casos fica
nítido a “barreira” que o distancia da troca de experiência, da reciclagem, das
novas posturas educacionais e destaca o engessamento dos modelos e práticas
tradicionais. O professor fala, a criança aceita e os pais ficam sem orientação
também. Por outro lado, o aluno também não procura a equipe pedagógica por que
sabe que não tem espaço para tal diálogo.
Já referente aos responsáveis, não há um acesso a contento
para conversar e esclarecer dúvidas. Normalmente, a equipe pedagógica possui
uma agenda preenchida e não há flexibilidade para recepcionar aqueles que
orientam seus alunos em casa. Daí alguns podem dizer: “Ah! Ana, mas e o momento
da reunião de Pais/Responsáveis e Mestres? ”. Eu pergunto: será que uma vez por
semestre é o suficiente, sendo que as coisas acontecem diariamente? Os pais
também precisam do feedback de como
seus filhos caminham como aprendizes, onde estão suas habilidades e
dificuldades, o que eles podem fazer para facilitar a caminhada ou orientar
para colocar limites em outras situações.
O momento atual proporciona o tempo de rever estas questões e trabalharmos para mudanças e aprimoramentos deste diálogo entre a equipe pedagógica, os professores, alunos e comunidade escolar. Não é preciso impor limites nestas relações, mas abrir espaços de comunicação e crescimento para todos.
*Ana Regina
Caminha Braga (anaregina_braga@hotmail.com) é escritora,
psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.


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